
José Pracana nasceu em Ponta Delgada a 18 de março de 1946. Músico, intérprete, colecionador e investigador, é reconhecido como uma das grandes figuras da história do Fado. Chegando a conviver com os grandes pilares da tradição fadista (Amália Rodrigues, Maria Teresa de Noronha, Alfredo Marceneiro, João Ferreira Rosa) e a atuar em concertos nos vários palcos do mundo.
Foi uma das personalidades mais completas que o Fado conheceu e, ao longo dos tempos, contribuiu de forma significativa para a história desta arte. Era movido pelo calor do convívio, seja na taberna ou no salão, e a sua humanidade contagiou o coração daqueles que o rodeavam.
Em 1964 inicia a sua carreira como amador, no universo do Fado, mantendo este estatuto ao longo da sua vida. Acompanhou várias figuras como guitarrista, entre estas, Alfredo Marceneiro, Maria do Rosário Bettencourt e Manuel de Almeida e participou em diversificados eventos culturais nos Açores, em Portugal Continental e na Madeira, atuando também em outros países, como Macau, França, Tailândia, Brasil, Estados Unidos da América, Canadá e México.
Desde 1968, participou em vários programas televisivos e foi autor de duas séries de programas alusivos ao Fado para a RTP: “Vamos aos Fados” e “Silêncio que se vai contar o Fado”.
Colaborou, entre outros, no projeto “Todos os Fados” (Visão, abril 2005) e em 2005 recebeu o Prémio Amália Rodrigues na categoria de Fado Amador.
A partir de 2007 realizou, no Museu do Fado, um ciclo consagrado às memórias do Fado e da Guitarra Portuguesa.
José Pracana faleceu em dezembro de 2016, mas a sua memória e contribuição para o mundo do Fado será sempre recordada.